20.1.05

Trinta dias

Trinta dias nos separam das eleições legislativas. Aí, nas urnas, os portugueses vão escolher quem querem a governar. A alternativa ao partido do Governo é, por ser o maior partido da oposição, o PS. O PS do Engº Sócrates que não se define, hesita, leva o seu partido para uma campanha de total desacreditação da classe política. O PS vê ainda Mário Soares, um dos "senadores", como lhe chamou hoje JPP no seu artigo de opinião no Público, elogiar o "programa" do Bloco de Esquerda, apelando explicitamente ao voto útil no BE. Claro que ainda não entramos na verdadeira campanha eleitoral mas o que temos aqui é um PS cada vez mais "guterrista", não decidido, a adiar, sem tomar as medidas necessárias e a dizer preto do branco o que quer para Portugal, como quer fazer e como vai fazer.

Tempo

Um dos mais escassos recursos. A leitura e consulta são mais fáceis do que publicar. Àqueles que se dão ao trabalho de visitar o meu blogue as minhas desculpas e prometo que procurarei ser mais assíduo.

18.1.05

Zhao Ziyang

Morreu Zhao Ziyang, ex-primeiro-ministro e secretário-geral do Partido Comunista chinês.
Morreu aquele que mesmo dentro do sistema criado, da repressão de uma «quase» ditatura, contra todos os do seu próprio partido, ousou dizer que pretendia o diálogo em vez da repressão.
Em 4 de Junho de 1989, na Praça Tiananmen ocorreu um dos actos - conhecidos - mais bárbaros que eu tenho memória. A repressão ao direito de opinião é um crime hediondo.
A filha diz, "ele está finalmente livre". Concordo, haverá maior prisão do que aquela que nos amordaça?