4.2.05
Debate
Apesar da divisão de alguns comentadores políticos quanto à vantagem deste ou daquele candidato, Santana Lopes esteve melhor. Ganhou pontos ao não evitar temas «menos próprios» de campanha e defendeu bem os principios e as bases seu programa eleitoral. Mostrou segurança e serenidade nos momentos próprios e foi incisivo quando teve que o ser.
Apesar de não ter «esmagado» o adversário, convenceu. A campanha prossegue.
2.2.05
Vias de comunicação e desenvolvimento
Não é linear e um dado adquirido, que novas vias de comunicação, por si só, sejam um factor de desenvolvimento de um concelho ou região. Se com a construção destas novas vias, não for criada uma política de atracção económica para o concelho/região o impacto nessas regiões não é significativo. Já o Dr. António Teixeira (FEUP), com trabalhos realizados no âmbito da «Nova Economia Geográfica» afirmou no seu estudo “Estradas para a prosperidade?” que «A ideia de que melhorar a acessibilidade das regiões é uma solução sine qua non para a atracção de actividades económicas deve ser, (...) mitigada.» O estudo que incidiu sobre o período de 1985-98, constatou uma desigualdade espacial em que «as grandes regiões industriais industrializaram-se mais do que a média nacional em contraste com as regiões de industrialização reduzida ou média.» mas um modelo de simulação do modelo utilizado para 2010 sugere que se «os custos de transacção são suficientemente reduzidos (...) ocorre a dispersão espacial das actividades económicas.»
Felgueiras tem que sair deste sistema recorrente de mono-industria procurando atrair para o concelho novos investimentos, tornando-se competitiva. A oferta de espaços para implantação de novas industrias, requalificação da mão de obra e formação profissional são apenas alguns dos mecanismos que a autarquia tem ao seu alcance para tornar o concelho atractivo economicamente. Os felgueirenses têm capacidade empreendedora e o concelho potencialidades por explorar. Pena é que já se tenham deixado passar mais uns anos e que outros concelhos estejam à frente de Felgueiras na capacidade de atracção de investimento. Eu sei que sobre isto já outros falaram, mas nunca é demais reforçar a ideia.
Felgueiras tem que sair deste sistema recorrente de mono-industria procurando atrair para o concelho novos investimentos, tornando-se competitiva. A oferta de espaços para implantação de novas industrias, requalificação da mão de obra e formação profissional são apenas alguns dos mecanismos que a autarquia tem ao seu alcance para tornar o concelho atractivo economicamente. Os felgueirenses têm capacidade empreendedora e o concelho potencialidades por explorar. Pena é que já se tenham deixado passar mais uns anos e que outros concelhos estejam à frente de Felgueiras na capacidade de atracção de investimento. Eu sei que sobre isto já outros falaram, mas nunca é demais reforçar a ideia.
1.2.05
PDM (I)
Diversas vezes ouvimos em Felgueiras criticas ao Plano Director Municipal (PDM). As criticas são fundamentalmente da população que querendo ver os seus terrenos aptos para edificação (por motivos económicos ou porque realmente pretendem edificar) apontam algumas “reclamações” apesar de cerca de ¼ da superfície total do concelho estar afectada à «construção/urbanização».
Outras, são de técnicos e profissionais do sector, que face a esse instrumento de trabalho notam as suas dificuldades de aplicabilidade e até incompatibilidades.
Já em 3 de Maio de 2000, um relatório apresentado pela “Quaternaire” e encomendado pela Câmara Municipal de Felgueiras, no Fórum, “Revisão do Plano Director Municipal – Bases Estratégicas” dizia: «A principal critica apontada ao actual PDM tem que ver com a realidade sentida pelos nossos actores e bem visível, que o PDM não foi nem está a ser um instrumento de planeamento eficaz na preservação da qualidade paisagística e ambiental (com fortes reflexos na diminuição da qualidade de vida actual e comprometedora a prazo) de todo o território concelhio.» continua depois apontando os maiores problemas. «Industrialização difusa, (...) é apontada como maior responsável pela degradação ambiental dos cursos de água e da qualidade da paisagem.», «urbanizações e loteamentos difusos e de duvidosa qualidade», «o regulamento do PDM não incorpora uma estratégia de preservação do espaço rural (...)». O resultado das opiniões dos empresários presentes também não é favorável apontando como principais «aspectos negativos e desmotivadores de apostas de investimento, a falta de regulamentação que estanque o degradar da envolvente paisagística, nomeadamente o crescimento de construção esteticamente contestável e de difusão desordenada por todo o território. Também o recente pico de industrialização colidiu e colide com as necessidades de cenários adequados ao turismo.» «(...) foram apontados problemas ambientais, condicionadores ou impeditivos do desenvolvimento do turismo, a poluição dos cursos de água, a florestação (...) e a nefasta prática de deposição de entulhos industriais e urbanos um pouco por todas as bermas (...)». Não foi portanto surpresa quando em plena campanha eleitoral de 2001, surgiu a notícia que o concelho de Felgueiras ocupava a última posição dos concelhos com melhor qualidade ambiental. Nessa altura a Câmara Municipal já tinha em sua posse o dito Relatório.
Outras, são de técnicos e profissionais do sector, que face a esse instrumento de trabalho notam as suas dificuldades de aplicabilidade e até incompatibilidades.
Já em 3 de Maio de 2000, um relatório apresentado pela “Quaternaire” e encomendado pela Câmara Municipal de Felgueiras, no Fórum, “Revisão do Plano Director Municipal – Bases Estratégicas” dizia: «A principal critica apontada ao actual PDM tem que ver com a realidade sentida pelos nossos actores e bem visível, que o PDM não foi nem está a ser um instrumento de planeamento eficaz na preservação da qualidade paisagística e ambiental (com fortes reflexos na diminuição da qualidade de vida actual e comprometedora a prazo) de todo o território concelhio.» continua depois apontando os maiores problemas. «Industrialização difusa, (...) é apontada como maior responsável pela degradação ambiental dos cursos de água e da qualidade da paisagem.», «urbanizações e loteamentos difusos e de duvidosa qualidade», «o regulamento do PDM não incorpora uma estratégia de preservação do espaço rural (...)». O resultado das opiniões dos empresários presentes também não é favorável apontando como principais «aspectos negativos e desmotivadores de apostas de investimento, a falta de regulamentação que estanque o degradar da envolvente paisagística, nomeadamente o crescimento de construção esteticamente contestável e de difusão desordenada por todo o território. Também o recente pico de industrialização colidiu e colide com as necessidades de cenários adequados ao turismo.» «(...) foram apontados problemas ambientais, condicionadores ou impeditivos do desenvolvimento do turismo, a poluição dos cursos de água, a florestação (...) e a nefasta prática de deposição de entulhos industriais e urbanos um pouco por todas as bermas (...)». Não foi portanto surpresa quando em plena campanha eleitoral de 2001, surgiu a notícia que o concelho de Felgueiras ocupava a última posição dos concelhos com melhor qualidade ambiental. Nessa altura a Câmara Municipal já tinha em sua posse o dito Relatório.
Cinco anos depois ainda não temos um novo PDM e os problemas apontados reparados.
Eleições Livres
Apesar dos maus agoiros, os iraquianos conseguiram exercer o seu direito de votar de uma forma livre. As eleições são consideradas um êxito por quase todos os sectores políticos e organizações mundiais.
Ainda há um longo caminho a percorrer mas os iraquianos provaram que o Iraque não é só feito de terroristas. Esses, como normalmente todos os terroristas, representam uma minoria felizmente. Assim, daqui a alguns anos podemos ter um país verdadeiramente democrático.
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