26.7.05

Africa Minha


Um dia destes enquanto fazia «zapping», fui parar a um canal que transmitia o filme «Africa Minha», com Meryl Streep e Robert Redford nos principais papéis. Que bom recordar este filme que faz parte do meu imaginário de África. Quase sem me aperceber, conseguia cheirar a erva fresca da manhã, fazer parte das paisagens, aquele voo no biplano…
E assim recordei o Zé, o estafeta da empresa onde o meu pai trabalhava, que me ia buscar todos os dias a meio da manhã e me levava à pastelaria mais próxima para me oferecer um bolo de arroz.

25.7.05

Como?

Não havendo melhor, a esquerda abacaxi relança (apresenta) o «seu» eterno candidato. Mário Soares, mais «velho que o século» como escreveu Eça, é a esperança da esquerda que ideologicamente ainda não saiu da lura em que se encontra. O intervencionismo saloio e irresponsável, o populismo demagógico e a senilidade estão de volta.

Xadrez em frases (2)

"Diante do tabuleiro, a mentira e a hipocrisia não sobrevivem por muito tempo. A combinação criadora desmascara a presunção da mentira, os impiedosos factos, que culminam no mate, contradizem o hipócrita." - Emanuel Lasker

22.7.05

José Raúl Capablanca

Depois de ter perdido o título mundial para Alekhine (Buenos Aires – 1927), Capablanca (1888-1942), passava muito tempo num determinado café em Paris. Amigos, conhecidos ou apenas curiosos passavam muitas vezes por lá, apenas para jogar uma partida de xadrez com o antigo e carismático campeão mundial.
Um dia, enquanto «Capa» bebia um café e lia o jornal, um estranho parou na frente da mesa, apontou para o tabuleiro e perguntou-lhe se estava interessado numa partida. Afastando o jornal da frente para observar melhor o homem que o desafiava, Capa disse que sim e enquanto puxava o tabuleiro, tirou a sua própria dama do tabuleiro e colocou-a no bolso. O adversário (que aparentemente não sabia quem Capablanca era) reagiu de forma zangada.
- Hey! Você não me conhece! Eu sou capaz de lhe ganhar!
Capablanca, sorrindo levemente, disse com muita calma.
- Sir, se me conseguisse ganhar, de certeza que eu o conhecia.

I wish

Tinha compromissos até ao pescoço nesse dia. Numa azáfama, corria no meio da rua, olhos postos nos semáforos sempre vermelhos para os peões como se estes não se movimentassem, suspensos tal matrix nas ruas. Entre repartições públicas não ouvia nenhum som, e não fosse o telemóvel, esse luciferino instrumento da globalização com o único toque audível no meio da rua, o «nokia tune», não me ligava a nada que não fosse a tarefa que tinha que desempenhar. De regresso o meu telemóvel tocava «Incubus – I wish You Were Here», bom sinal. Regressei a casa mais cedo…