9.11.05

É do Inverno


E com o frio do Inverno e a chegada da neve, chegam também os blusões, as camisolas e os cachecóis, fazendo-nos parecer bonecos de neve. Mas também chega o aconchego do calor da casa, as pantufas, a leitura a meia-luz com chá quente. Ou estou a ficar velho ou é do Inverno.

8.11.05

Coisas de mãe

Há coisas que me custam imenso a perceber. Via ontem de soslaio as notícias quando um grupo de jovens comemorava o facto do seu amigo ter «apanhado» apenas três anos de prisão com pena suspensa por três anos, por ter sido apanhado sessenta vezes (!!) [não são duas ou três vezes, são sessenta, seis dezenas de vezes] a conduzir sem carta, portanto, sem habilitações para tal. Não duvidando da amizade ao herói, os amigos comemoravam alegremente [fruto das câmaras de televisão ou da inconsequência das acções] as seis dezenas de vezes que a Lei foi infringida, sabendo-se lá quantas vezes ameaçou a vida de alguém com a arma que por vezes se torna o carro.
A mãe dizia [percebo estas coisas de mãe] «então o meu filho iria preso porquê? Não matou ninguém!», com o apoio do advogado [percebo também estas coisas dos advogados]. O que eu não percebo é que ele não matou mas poderia ter matado! E se o tivesse feito? O seguro cobriria os danos feitos? Os euros calariam os gritos de uma mãe que tivesse ficado sem o seu filho? Há coisas que eu não percebo.
PS. Claro que eu também não acho que um jovem de 21 anos deva cariar na cadeia junto de toda a espécie de crimes, mas que lição tirou aquele jovem?

3.11.05

Eu venho já

Ninguém percebe isto. Quando há tempo não há assuntos para postar, quando há tantos assuntos, não há tempo. Não é justo.