1.5.06

Ali vai ele

Ali vai ele todo trajoso. Todos os dias passa, mais ou menos há mesma hora, com aquele jeito gingão, calças de ganga grandes como lençóis, presas por um cinto capaz de lhe dar duas voltas à cintura, o blusão desportivo sempre com o capuz a servir de protecção à cabeça e descortino, para além do sorriso com que cumprimenta, os auriculares de um iPod, talvez. Mas desta vez foi diferente, vinha atrasado para ir ter com a malta e completava o traje enquanto atravessava a rua em passo rápido. Mãos numa das orelhas, tentava a todo o custo colocar o brinco que faltava, talvez porque em casa brincos não entram, pelo menos nas orelhas. Passa por mim a sorrir, o cumprimento de todos os dias, sorrio também, afinal aquele é o miúdo que vejo a tomar café com os pais.

28.4.06

Mas quem me manda?

É verdade que tenho um trauma a jogar futebol, sempre tive, talvez porque desde a antiga escola primária a minha evidente falta de jeito era já notória. Era sempre o último a ser escolhido por qualquer equipa e também as havia que preferiam jogar com menos um jogador do que comigo a atrapalhar. Mas, anuindo a um convite para jogar, por gente que desconhecia as minhas aptidões futebolísticas, ou a falta destas, aqui vou eu, equipado a rigor. No fim do jogo, e depois de uma derrota de sete a cinco fiquei com o gosto de ter marcado dois golos, uma unha negra cheia de sangue, uma ida ao hospital, dois furos na unha com uma agulha quente para tirar o hematoma e nunca mais jogo à bola!

20.4.06

acrânio momento

Meu querido diário (de nem todos os dias). Encontro-me estupidamente acrânio. Não há nada que saia, nem nas piores condições, nem um dito bárbaro, hediondo sequer, nada. É um vazio tal de ideias.

19.4.06

É matemática

O meu amigo Carlos Pereira é um génio pronto a ser descoberto. Desenvolveu um jogo de matemática, para miúdos e graúdos. Apenas necessita de ajuda para o publicar. Alguém sabe como o pode fazer?