24.2.13

Heróis e Generais

Somos um país com mais de cinquenta Generais e Almirantes, quando na II Guerra Mundial alguns Generais aliados eram responsáveis por áreas superiores à de Portugal.
Portugal tem uma 'dívida' às forças armadas com juros muito elevados. Entretanto sempre podem ir jogando às guerras ou reunir-se para discutir o futuro das forças armadas.

7.2.13

O Costa é que a sabe toda (*)


António José Seguro arrisca-se a ser outro Ferro Rodrigues. Aguentar o embate frontal, fazer a travessia do deserto e dinamitar o governo para que António Costa, acione o mecanismo que vai fazer desabar o governo.
O partido socialista tem esta apetência particular para lutas fratricidas na hora da tentativa de assalto ao poder com uma intensidade superior – pelo menos pública – que os outros partidos políticos. O poder sempre foi tentador e o assassínio político uma ferramenta para a concretização dos objetivos.

Todos sabíamos que Seguro seria um líder a prazo, a não ser que os tabus – António Costa e António Vitorino – nada fizessem. António Costa fez, ou melhor, outros fizeram com que acontecesse. O sempre omnipresente braço direito de José Sócrates, Pedro Silva Pereira, em conjunto com Francisco Assis e Sérgio Sousa Pinto encarregaram-se de fazer acontecer agora, “por acaso” a crise de liderança socialista. E vão manter Seguro em lume brando até ao momento que deixe de ter condições para liderar. António Costa impõe condições para que Seguro una o partido e ainda estabelece prazo até ao dia 10 de Fevereiro!

Mas Seguro geriu mal todo o processo. Começou por tentar desvalorizar os avanços da oposição interna, deixou subir de intensidade a discussão pública para depois tentar fechar tudo nos órgãos do partido. Como diria Irina Golovanova, especialista em linguagem corporal, Seguro dizia uma coisa e o seu corpo mostrava toda a preocupação e desconforto perante a situação. Da mesma forma, foi interessante analisar o comportamento de Pedro Silva Pereira no momento em que António Costa proferia umas declarações à saída da reunião da comissão política e, do meu ponto de vista, é mesmo uma questão de tempo até Seguro ser afastado.

Em Felgueiras, a câmara municipal em parceria com a ANIMAR e a ADERSOUSA realizou uma ação de sensibilização para as redes colaborativas de produção local. Coisa de pouca monta, dirão alguns, mas muito importante na minha opinião. É com ações como estas que se mudam as atitudes enraizadas de gerações de negócios em busca de novos produtos e/ou melhoria dos existentes como forma de criar valor no produto e assim aumentar as vendas criando ou abrindo novos mercados. Agora só falta mesmo que surjam ideias, que sejam colocadas em prática e que, mais importante, os empresários e produtores vejam uma oportunidade de, em conjunto, se tornarem mais fortes.

(*) Expresso de Felgueiras, 1 fevereiro 2013

30.1.12

O que pode fazer pelos mediadores?


É um hábito. E é tão nosso como o fado. Quando atingidos por alguma “desgraça”, nunca é por nossa culpa, mas sim o destino que nos atinge, algo de inevitável que devemos aceitar e conformarmo-nos. Se não ficarmos conformados, sempre podemos pedir ao Estado um qualquer apoio, ou então que se alterem as leis. Somos peritos nisso – alterar leis para que melhor se adaptem à atual circunstância, ou ao nosso setor de atividade.
Foi isso que hoje ouvi dizer, novamente, da boca de Luís Lima, presidente da APEMIP.
Diz ele que as imobiliárias andam pela rua da amargura, que não vendem, que está cada vez mais difícil. São as penhoras e consequentes retomas dos bancos - 6.900 em 2011, das quais 29,9% são de promotores imobiliários – que fazem baixar os preços porque são colocadas no mercado a um preço inferior. Até ao ano passado eram os bancos porque avaliavam os imóveis muito abaixo dos preços de mercado inviabilizando os financiamentos.
Solução? Enviar um documento ao governo com propostas que passam por alterações legislativas e, no passado recente, que tivessem sido criados incentivos ao investimento na reabilitação urbana.
Não há absolutamente nada que seja feito em Portugal que não tenha que ter a cobertura do Estado? Ser empresário é ter a capacidade de risco, de empreender, de criar e implementar as melhores soluções perante os obstáculos.
No final de 2007, fiz, na empresa onde era diretor comercial, em conjunto com a equipa, uma análise da relação “valor da venda / valor financiamento / valor avaliação” para todas as transações do ano e verifiquei que o valor médio da avaliação tinha caído cerca de 3,7% desde o início do ano na nossa zona de intervenção. Medida para o ano seguinte? Fazer repercutir nos Estudos de Mercado e no melhor aconselhamento dos clientes esses mesmos valores.
Principais dificuldades? Começando desde logo pelos Angariadores da equipa que querendo fechar angariações lutavam num mercado tradicionalista contra comissões mais baixas, contratos “em aberto” e o pior dos problemas, aceitavam a comercialização por qualquer preço. Mas assim que conseguiram ver que os resultados apareciam deixou de haver problema para termos uma solução. Só assim se conseguiu quase triplicar o volume de vendas. Depois a maior de todas: não há mercado para construção nova e o foco deverá estar sempre, mas sempre no cliente particular (na generalidade, claro).
Durante todo este tempo assisti ao antecessor de Luís Lima na APEMIP, criticar a rede RE/MAX porque lançou os saldos de imóveis, porque lançou em Portugal o conceito de “Open House”. Que isso provocava um distorção dos valores de mercado, etc.. A própria “rede” da APEMIP assim como a maioria das outras redes vieram seguir a RE/MAX quando verificaram os bons resultados obtidos.
Não me recordo de alguma vez ter assistido a uma iniciativa do presidente da APEMIP a reunir com os seus associados a fazer uma análise do mercado e a indicar um caminho a seguir, a reconhecer o óbvio – os preços estavam elevados e não há mercado para habitação nova – e a implementar medidas para isso. Só que existe um problema que a APEMIP padece: a demasiada proximidade com os promotores imobiliários e os seus grandes interesses. É que, não sei se repararam, mas cerca de 30% das dações em pagamento foram feitas por promotores imobiliários.
Acho que está na hora do presidente da APEMIP perguntar o que ele pode fazer pelos mediadores e não o que estes podem fazer por ele.

10.9.11

A Estrada

Dei o nome a este blogue "Estrada Nacional 101" porque esta foi a estrada que me trouxe, mas também será aquela que me levará.
Tal como a estrada da vida, tem longas rectas, em que tudo é plano, claro, com horizonte a perder de vista. Mas também tem curvas, estreitas, esguias, debaixo da sombra das árvores, onde o tempo teima em não passar.
A vida tem disto; zonas de sombra e de luz, do tempo que não passa até que já passou.
O importante mesmo é que se saiba estar na direcção correcta, nem que seja a errada. A decisão está tomada.