12.10.16
Da série "já acabou a austeridade"
Afinal a "derrama estadual sobre o património imobiliário", que é um novo imposto, será aplicada não aos imóveis acima de 1 milhão de euros mas sim de 250 mil euros.
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18.8.16
E que tal “PS recusa identificar os fornecedores ao Tribunal Constitucional”?
Hoje o Expresso publica
uma notícia sobre as contas das eleições legislativas de 2015, sobre o título “Publicitário
custou € 475 mil à coligação PSD – CDS”, dando destaque à contratação do
publicitário brasileiro André Gustavo, referindo que este foi “mencionado acusado indiciado
recentemente na investigação da Operação Lava Jato”.
Lá pelo meio refere que “Já o PS pagou 751 mil euros pela decoração
de salas, a iluminação e o som para 18 comícios à AEDIS - Assessoria e Estudos
de Imagem, empresa de que é sócio Domingos Ferreira, antigo militante do PS”
e que esta é “sistematicamente uma das
maiores empresas fornecedoras do PS nas campanhas eleitorais, sem que para isso
passe por concursos”.
Estes factos já são mais graves
que o referido sobre a campanha do PSD. Mas a coisa não fica por aqui. É que
segundo a notícia
do Jornal de Negócios que, aliás, tem a mesma fonte que a do Expresso, o jornal
Público,
há algo de maior gravidade que nem o Público nem o Expresso chamam a título.
“O que fica por perceber é a
razão pela qual o PS opta por não
identificar fornecedores na sua prestação de contas e persiste em entregar
contratos milionários a uma empresa liderada por um militante e antigo
funcionário, sem consulta ao mercado,
isto após já ter sido repreendido várias
vezes pelo Tribunal Constitucional. Estes contratos com o PS explicam três quartos da facturação total anual da
AEDIS, que ascendeu a cerca de um milhão de euros, com os quais Domingos
Ferreira só gerou mil euros de lucro no
ano passado.”
São opções editoriais francamente tendenciosas. No mínimo.
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9.8.16
Alhos e Bugalhos
Esta coisa "normal" de se comparar Resultados Operacionais com Resultados Líquidos para alegadamente demonstrar resultados que não são verdadeiros... é que alhos não são bugalhos. Ou então não percebem patavina do que estão a dizer.
4.7.16
E foi um alívio
Neste
momento Portugal perde com a Hungria por 3 a 2. Corrijo, está
empatado 3 a 3. Mas enquanto se decide se Portugal se apura ou não
para os oitavos de final, ficamos a saber há algumas horas que o
plano de recapitalização da CGD ficará por cerca de 5.000 milhões
de euros e não pelos 4.000 milhões. Ficamos a saber que o plano de
recuperação inclui a redução de 2.500 trabalhadores através de
rescisões amigáveis ou reforma antecipada, bem como ao encerramento
de 300 balcões, a maioria no estrangeiro. A grande parte do dinheiro
será para as chamadas imparidades, ou seja, para cobrir os calotes
que não têm qualquer tipo de garantia. E isto, mais do que Portugal
estar empatado a dez minutos do final da partida, preocupa-me.
Se
por um lado vi as bancadas do parlamento solicitarem e criarem
comissões de inquérito por causa de bancos privados como o BPN, BES
e BANIF porque, no final, quem paga é o contribuinte. Aqui, num
banco do estado de capitais públicos onde, aparentemente, o problema
terá as mesmas origens que os do privado, ou seja, as famosas
imparidades, as bancadas da esquerda (PS, BE e PCP) são contra a
criação de uma comissão de inquérito para apurar a gestão e de
que forma chegamos ao maior resgate bancário da história da nossa
democracia.
Ao
contrário do que argumenta a esquerda, não se trata de uma caça às
bruxas (o BPN também o foi?), de expor o banco ao mercado (o BANIF
também o foi?), mas sim de um apurar de responsabilidades a que
todos os gestores públicos estão sujeitos por lei, e de perceber
quem autorizou, como decorreu o processo, e com que garantias, foram
concedidos os créditos que resultaram nas incríveis perdas da CGD.
E o facto de termos o ex-primeiro ministro Sócrates e o seu braço
direito Armando Vara sentirem necessidade de virem a público prestar
“esclarecimentos” não é bom augúrio.
É
que eu, cidadão contribuinte, tenho o direito de saber de que forma
é que o banco do estado foi gerido, porque motivo chegou a este
ponto, e que, tal como nos bancos privados, sejam responsabilizados
os decisores, independentemente da sua orientação política.
Entretanto dizem-me na TV que estamos perante um país “aliviado”
e mostram-me um presidente da república a comentar o jogo na zona de
flash interview. Não sei como vocês se sentem, mas entre um
apuramento manhoso, um presidente que banaliza a palavra da
instituição Presidência da República e 5.000 milhões que nos vai
custar (para já) a CGD eu estou tudo menos aliviado.
[Expresso de Felgueiras, Ed.164]
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Presidente da República
29.5.16
Interesses
I – Veio, por estes dias, o
PS Felgueiras através de um comunicado à imprensa, dar nota da sua visão e
posição sobre as contas da autarquia. Optou o PS por fazer oposição nos jornais
e redes sociais, sem direito a contraditório, extraindo de um documento técnico
apenas alguns (poucos) números menos favoráveis, em vez de o fazer na última
Assembleia Municipal – onde se absteve na votação -, local próprio para o
debate democrático e onde teria a visão global do documento e o necessário
contraditório, preferindo intoxicar a opinião publica com uma visão redutora e
deturpada da realidade.
Vejamos; não se pode falar
apenas dos impostos, que são uma parte da receita da autarquia, mas sim de toda
a receita que tem descido consecutivamente todos os anos, fruto dos cortes do
governo após a intervenção externa no país depois de anos de desgoverno
socialista. É necessário dizer que a receita total da autarquia teve, pela
primeira vez, um crescimento marginal de apenas quinhentos mil euros em relação
a 2014. É necessário informar que a despesa total teve uma diminuição de 1,7
milhões de euros e a corrente diminuiu 2,7 milhões de euros. Os munícipes
também devem saber que o passivo total da autarquia era, em 2009, ano em que o
PSD e o seu parceiro de coligação ganharam as eleições, de 23,6 milhões de
euros sendo no final de 2015 de 12,6 milhões, uma diminuição de 11 milhões de
euros! A herança socialista deixada no concelho foi pesada. Mas há mais
indicadores que, no conjunto, permitem aferir da saúde das contas da autarquia.
A poupança corrente aumentou 3,5 milhões de euros e o investimento que a
autarquia realizou foi de 9,1 milhões de euros! É que o concelho não vive
apenas de obras faraónicas, há obras em todas as freguesias do concelho, por
vezes de aparente pouca importância, mas que vão resolver os problemas de
dezenas ou centenas de munícipes.
Em jeito de conclusão. Para
quem no início do primeiro mandato herdou taxas de execução orçamental na ordem
dos 53% e em 2015 chega aos 70%, quem em 2009 tinha um prazo médio de pagamento
a fornecedores de 67 dias e hoje é de 25 dias, quem tem capacidade de
endividamento junto da banca superior a 30 milhões de euros, julgo que não será
por as suas contas conterem algum risco.
II – Ponto prévio: Sou
totalmente a favor da iniciativa privada, da capacidade de empreendedorismo, da
constituição de novas sociedades e formas de negócios, criadoras de valor e
emprego no concelho e no país. Já há muitos anos atrás contou-me um amigo, com
a experiência que a idade já lhe dava, uma situação que tinha lhe tinha
sucedido. Na altura em que era moda tentar enganar os amigos do alheio, no que
ao roubo de automóveis diz respeito, com um pequeno led vermelho a piscar sem
se ter, na verdade, o respetivo alarme, ele, numa exposição automóvel em que
estava presente uma famosa marca de alarmes, resolveu pedir ao comercial ali
presente um autocolante para colar no vidro uma vez que tinha sido assaltado e,
vejam lá, tinham-lhe partido precisamente o vidro onde estava o autocolante.
Simpaticamente o comercial respondeu que tinha todo o gosto em lhe entregar
novo autocolante, só precisava do livrete e da referência do alarme para
verificar. O meu amigo disse que ia ao carro buscar e não mais lá voltou. No
final da estória, rematou a lição que tirou “os outros são tão inteligentes
quanto eu e, por vezes, um bocadinho mais”. Não vale a pena andar com floreados
e rodriguinhos quando queremos algo, basta dizer, porque o outro já está a ver
onde queremos chegar.
E onde eu quero chegar é à criação
de uma polémica artificial à volta da falta de cursos na recém criada escola
privada, designada por “Escola Profissional do Tâmega e Sousa”. Resumindo a
coisa: a EPTS entende que os cursos profissionais que foram distribuídos pelo
ministério, às escolas que sempre tiveram cursos, como o Agrupamento da Lixa, a
Escola Secundária de Felgueiras, a Escola Profissional de Felgueiras, o
Agrupamento de Felgueiras (Lagares e Pombeiro) e o de Idães, deviam abdicar dos
cursos e das turmas a favor da EPTS! Mais, depois de uma reunião havida com
todos os diretores em que, questionados diretamente, pelo representante da
tutela se estavam na disposição de abdicarem de algum dos cursos, todos, sem
exceção, disseram que não. Posto isto veio a estratégia da desinformação, da
tentativa de atribuir responsabilidade à autarquia, do arregimentar da
população da Lixa através das redes sociais, dizendo que a medida era contra a
Lixa e mais recentemente, através de meias palavras, que é contra determinadas
pessoas.
Nada mais errado; o
Agrupamento da Lixa ficou com o mesmo número de cursos que já tinha,
assegurando, como tem vindo a ser feito, a oferta formativa. A Lixa e os
lixenses não ficam de forma alguma prejudicados! Só se compreende tal argumento
através de uma tentativa política do uso dos lixenses, apelando ao seu famoso
(e saudável) bairrismo, por parte do vereador (agora com mandato suspenso)
Bruno de Carvalho, sócio da escola privada EPTS.
Da mesma forma que a EPTS e,
especialmente, alguns sócios podem tirar ilações mais ou menos ficcionais,
também podemos todos nós entender que um vereador que no passado tanto criticou
as ações da EPF, que iria fechar, que não teria cursos, que os professores
seriam despedidos tendo-se verificado precisamente o contrário, venha agora
criar uma empresa na mesma área, sabendo como sabia, das limitações impostas
pelo Ministério da Educação. É que se não é de propósito, parece. Dizem as
regras da gestão e já agora as do bom senso, que antes de criar uma empresa é
preciso conhecer o mercado e este já estava esgotado. Mas para quem, no seu
exercício como vereador pelo partido socialista, despediu ilegalmente cerca de
uma dezena de funcionárias, causando um prejuízo à empresa municipal de cerca
de 300 mil euros e depois defende outras situações terá, com certeza, uma
agenda própria e bem definida.
Seria muito mais
benéfico ver o PS a fazer oposição nos locais próprios, em democracia, do que a
desinformar os felgueirenses. Seria também aconselhável ver o PS a defender o
concelho e não os interesses privados dos seus dirigentes a coberto de que estão
a fazer mal às boas gentes da Lixa. Essas não merecem ser usadas. Em jeito de
nota final que já vai longa a crónica. Até o timming não correu bem. Na mesma
altura em que o governo socialista tira aos colégios privados as turmas onde
existe oferta pública, os socialistas de Felgueiras queriam que fossem
retiradas turmas ao público para colocar no privado. Interessante.
[Expresso de Felgueiras, 27 maio 2016]
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