Segundo o JN de hoje um professor entendeu que os jovens que não frequentassem as aulas de educação moral e religiosa não poderiam ter aulas de catequese, batizados bem como não entrar em qualquer igreja católica.
Não há nada pior que alguém que, com tiques de ditador, dispõe de princípios básicos, como o direito à liberdade religiosa?
6.11.19
24.10.19
Ainda os resultados das legislativas
Finalmente estão contados
os votos do círculo da emigração e apurados os resultados finais da
legislativas. O PSD perde mais um
deputado no círculo da emigração e assim carimba um dos piores resultados
obtidos numas legislativas. Foram maus, mas mesmo assim, fruto de alguma
“garra” demonstrada nos dias da campanha, não tão maus como se fazia prever.
Por outro lado, o PS obteve a vitória expectável, ficando próximo de uma
maioria absoluta, que, o eleitorado não lhe quis dar.
O equilíbrio de forças que
saiu destas eleições, desde cedo permitiu ver que seria muito difícil replicar
a “geringonça”. Desde logo porque o mau resultado do PCP empurrava o PS para um
acordo apenas com BE que, se aceitasse, ficaria em maus lençóis nas próximas
eleições. Basta ver o exemplo de todas as coligações à esquerda na Europa, onde
o partido mais pequeno tendencialmente desaparece. Quem quase desapareceu foi o
CDS vítima do estilo mais truculento de fazer oposição de Cristas, que assumiu
na noite eleitoral os maus resultados e sai de cena. Quem não saiu de cena foi
Rui Rio que ainda hoje anunciou a sua recandidatura. Para já, terá que
enfrentar António Montenegro, mas há quem defenda que mais candidaturas
aparecerão. Eu acho que não. A oposição interna a Rui Rio não se quererá
dividir pelo que presumo que apenas Montenegro quererá enfrentar Rio.
Em Felgueiras não foi
exceção, e os dias dos bons resultados sociais-democratas já vão longe. Aliás,
a curva é descendente e não se vislumbra nem alterações nem vontade de as fazer.
Seria positivo que surgisse um novo líder, para tentar reverter a situação. Uma
oposição forte obriga a uma gestão forte do executivo e isso beneficia o
concelho e todos nós. Estamos a meio do mandato autárquico e, se o PSD Felgueiras
se quer preparar para, pelo menos, “ir a jogo”, convém não arrastar muito o
processo eleitoral interno.
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21.8.19
29.5.19
Porque votei
Confesso que quase me
tornei um abstencionista nestas eleições. Desde que tenho o direito/dever de
votar apenas me abstive uma vez, no primeiro referendo sobre o aborto, por
estar longe do meu local de voto. Em todas as outras eleições votei porque é o
meu dever/obrigação, não deixar que outros escolham por mim e porque a
liberdade de votar custou ao país e a toda uma geração um preço muito elevado
para que hoje o possamos desperdiçar. Foi esse motivo, mais do qualquer outro,
que me levou a votar e não contribuir para a marca recorde de cerca de 70% de
abstenção.
Como eu, várias outras
pessoas nutriam o mesmo tipo de sentimento nestas eleições europeias. Foi mais
por descargo de consciência que uma verdadeira motivação. E porque motivo
tantos tiveram a mesma sensação e, muito mais ainda, não foram sequer votar?
As eleições europeias são,
habitualmente, aquelas em que a abstenção regista valores mais elevados, usada
como forma de protesto ou por desconhecimento dos temas e real alcance da
votação. A forma como as campanhas eleitorais são idealizadas levam a um
alheamento da maioria das pessoas dos assuntos europeus, mesmo sendo estas as
mais importantes eleições europeias desde que aderimos `U.E. em 1986. O Brexit,
a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e com a U.E., a crise dos
refugiados, um sistema de defesa comum, a influência crescente da Rússia nos
estados ex-URRS até agora pró-Europa, são motivos mais do que suficientes para
não deixarmos a nossa escolha nas mãos de outros. E, se isto não bastar, que
sirva de argumento os 9 milhões de euros diários de fundos comunitários que
entraram em Portugal desde 1986. O mínimo era ir votar.
Quanto aos resultados
nacionais houve para todos os gostos. Os esperados e nada surpreendentes e os
verdadeiramente surpreendentes. A vitória do PS e a estagnação do PSD não foi
surpresa uma vez que as sondagens já vinham a apontar para estes resultados,
tal como a subida do BE só apanhou de surpresa os mais distraídos. Este braço
da geringonça não fez uma campanha pela negativa, procurou introduzir os temas
da europa na campanha, mesmo que pela rama, e não entrou nos ataques pessoais e
daí tirou benefícios. Depois as três surpresas da noite eleitoral: o CDS, o PCP
e o PAN. O último beneficiou do facto de entre os partidos mais pequenos ser
aquele que mais visibilidade tem pelo deputado eleito na Assembleia da
República, que se fez notar ao longo do mandato e beneficiou de um rótulo
(errado) de partido ambientalista que não o é, cativando o eleitorado mais
jovem e o mais preocupado com as questões ambientais. CDS e PCP foram os
grandes derrotados da noite ao perderem deputados. O CDS terá que se queixar
apenas do tipo de discurso de Cristas, demasiado centralizado nas questões
nacionais, num tipo de campanha do “bota abaixo”, que lhe valeu passar para a
quinta força política nacional, tal e qual o PCP que saiu fortemente penalizado
destas eleições. O segundo braço da geringonça pagou um preço elevado por ter
andado de mão dada com o governo. Os seus militantes não perdoaram o abandono
da estratégia do partido de protesto e das causas sociais.
A ver vamos se no tempo que falta para as legislativas se conseguirá mudar a forma de fazer campanha e, sobretudo, o posicionamento do discurso face ao eleitorado.
Expresso de Felgueiras
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4.9.18
Autoridade da Concorrência processa EDP por abuso de posição dominante
| Foto SIC Noticias |
Veio
finalmente a Autoridade da Concorrência dar um sinal contra aquilo que os
portugueses dizem há anos sobre a EDP. Da decisão cabe recurso, mas já é um princípio.
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