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17.1.11

Vai acabar na prateleira

Manuel Alegre não esperava que corresse assim. Quando avançou com a candidatura, contava levar o PS e o seu eleitorado atrás. O posicionamento de José Sócrates ao centro-direita, assim como das suas politica sociais, colidem com a ideologia de Manuel Alegre, de uma esquerda mais próxima do PCP e BE como se verifica pelos apoios obtidos. O fim do Estado Social que tanto defende, assim como a política económica seguida, afastam-no do PS de José Sócrates, quando não está frontalmente contra. Este equilíbrio de gestão, impossível de fazer, não é compreendido pelo eleitorado de centro-direita, que, tendo votado em Sócrates, votará maioritariamente em Cavaco Silva.

Resta a Manuel Alegre tentar galvanizar todo o eleitorado à esquerda, procurando provocar a segunda volta. Aliás, todo o discurso radicalizado dos últimos dias, aponta para uma abdicação da luta pela vitória, pela luta da pela sobrevivência política. Uma derrota sem segunda volta, com um mau resultado, e Alegre passa à prateleira dos históricos fundadores do PS.

5.11.10

G's a mais

Confesso que não percebo a estratégia de Manuel Alegre. E não compreendo também a forma como se posiciona ideologicamente. Uma larga curva da esquerda bloquista até um piscar de olhos ao centro. Com tamanha força centrífuga ainda acaba fora de órbita.

25.1.05

Eles dizem...

«Para ele, o poder está acima do resto»
Manuel Alegre sobre a decisão do então Ministro do Ambiente José Sócrates, Público, 21 de Agosto de 2001.
«Por razões que eu não quero adiantar, o ministro Sócrates tem cobertura política»
Manuel Alegre comentando a ligação de Sócrates com António Guterres - Público, 21 de Agosto de 2001