Os caminhos que escolhemos não têm que ser feitos sozinhos. Há sempre alguém.
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6.12.23
Caminhos
30.11.23
Jogos que veem
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Sta Quitéria
19.7.17
Pequeno apontamento para memória futura
Nuno Fonseca fez a
apresentação formal da coligação PS/Livre “Sim, Acredita!”, em que é cabeça de
lista. Já tinha escrito
sobre o que eu entendo como ser independente, valorizando até o arrojo e
coragem de se declarar:
“Sou independente, numa candidatura independente. (…). Sou independente, sem dependências partidárias.”
Mas tal como aconteceu
com o MIC e Pedro Araújo, a independência durou pouco tempo. O “fenómeno” dos
independentes surgiu de uma necessidade da sociedade, cansada com o modelo
tradicional dos partidos políticos e que procura na sociedade “civil” um grupo
de elementos que, longe dos aparelhos partidários estariam livres de
“pressões”. O principio até pode atrair seguidores, mas…
Há sempre um “mas”. Os
movimentos ditos independentes não têm a máquina (militantes) que os partidos
têm para tudo o que é trabalho que envolve uma campanha e daí a realizar
coligações mais ou menos encapotadas é um passo como se viu. Independentemente
do que possam argumentar, Nuno Fonseca faltou à palavra que deu aos seus
seguidores. Aliás, na
entrevista ao Expresso de Felgueiras afirma, quando
questionado se teve contactos com o CDS ou outros partidos:
“Sim, existiram algumas reuniões. Após alguma reflexão, entendemos que esta candidatura independente interpreta aquilo que acreditamos ser o melhor projeto para as pessoas.”
Ou seja, apenas 3 meses depois da
entrevista Nuno Fonseca deixou de interpretar que uma candidatura independente
(na altura do CDS) era o melhor projeto para as pessoas.
Mas há mais. Quando questionado
quanto às razões pessoais que o levaram a ser um candidato independente afirma:
“Acreditar que é possível fazer política fora dos modelos convencionais. O desafio lançado por inúmeras pessoas de Felgueiras levou-me a abraçar uma alternativa política local, pluralista, apartidária e independente, na perspetiva de um desenvolvimento sustentado do concelho de Felgueiras, onde todos são iguais.”
Se os argumentos que para aí
andam, quanto a se com a coligação do PS/Livre deixa de ser independente podem
tentar lançar uma nuvem de névoa, a questão “apartidária” diz tudo. A
candidatura não teria qualquer partido político envolvido. Aqui Nuno Fonseca
falta pela segunda vez à palavra aos seus seguidores. Quem garante agora que
não terá elementos do PS nas suas listas, quem garante que não fica “preso” aos
socialistas de Felgueiras de quem tanto mal disseram. Aliás, Sérgio Fonseca,
irmão de Nuno Fonseca e seu principal conselheiro e estratega, escreve um texto
no Facebook (que retirou passado umas horas), criticando a incompetência dos
socialistas durante estes 8 anos, a sua incapacidade de fazer oposição e de
alterarem a liderança. Ou seja, os próprios elementos criticam abertamente um
dos partidos que suportam a coligação!
Depois disto, Nuno Fonseca é um
cabeça de lista independente numa coligação de socialista e do Livre, que, já
agora, é um partido mais à esquerda que o BE, com ideais completamente contra o
capital, empresários e basicamente contra tudo o que mexa.
Mas o mais estranho nisto tudo é que não há mal nenhum
nisto! Nuno Fonseca pode mudar de ideias e de estratégia as vezes que quiser.
Só tem é que dizer aos seus seguidores que passou a achar que está melhor com
partidos do que sem eles. E siga a romaria!
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1.7.17
O jovem Freitas do Amaral e a Democracia
Paulo Freitas do Amaral lembrou-se
dos idos tempos em que, nas férias do verão, os pais o mandavam de férias para a “aldeia”
e ao que se consta o petiz gostava de se mandar de umas pontes. Passados uns
anos o Paulo, à falta de melhor localização para demonstrar as suas qualidades
autárquicas não encontrou melhor poiso senão na “aldeia” que agora até é uma
cidade. Com o intuito de se dar a conhecer, vai daí e começa a publicar umas
coisas nessa enorme montra que é o Facebook. Não se passaria nada de
extraordinário, não fosse o sobrenome que, pensaríamos nós, estaria levemente
ligado a alguma coisa mais ou menos inteligível. Não, o Paulo, dispara sobre
tudo o que mexa, e a última pérola é sobre o “vai-vem” de autocarros que desde
que foi implementado resulta em menos confusão, melhores acessos, rapidez, para
além de ser extremamente prático, comentário generalizado por todos os que ouvi
nestes dias em que tenho ido às festas de S. Pedro. O Paulo andava lá pela capital
a tentar ser alguém e nunca se apercebeu que nas festas de S. Pedro se subia ao
monte de Sta. Quitéria a pé, pelas capelas, com crianças de todas as idades e com
idosos também. Nessa altura qualquer pessoa demorava mais de uma hora a chegar
de carro e outra a descer. E não sei se ele sabe, mas até aquele que tem
direito a motorista vai para as festas de “vai-vem”.
Mas o Paulo tem direito a escrever
o que quer, mas também tem que admitir que outros discordem dele desde que
mantenham a educação, o tom, e não insultem. Mas não, o Paulo socialista, não
gosta que lhe contrariem as ideias e vai daí apaga tudo o que não seja de
acordo com as pérolas e bloqueia as pessoas, num verdadeiro gesto democrata. Gostava de o ver em campanha
eleitoral a explicar aos eleitores as suas ideias. É que aí, não pode apagar e
bloquear. Tem que ouvir. Pena é que não vá a votos.
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2.6.17
Ser independente
A propósito dos movimentos ditos
independentes, tenho observado atentamente a problemática da independência de
Rui Moreira à Câmara Municipal do Porto. Quando uma candidatura de cidadãos
independentes aceita apoios partidários e incluir nas suas listas militantes de
outros partidos (não me refiro a independentes que suspendem a militância ou a
terminam até), está a desvirtuar todo o conceito de movimento de cidadãos
independentes que não se revêm na forma como os partidos políticos funcionam.
Em Felgueiras, o meu estimado
amigo Nuno Fonseca decidiu abraçar um projeto completamente independente, sem
qualquer apoio partidário, já “registou” até o nome do movimento como “Sim,
acredita!” e já disse ao que vem. Em entrevista
ao Expresso de Felgueiras afirmou:
“Sou candidato à Câmara Municipal de Felgueiras, liderando um núcleo de cidadãos, mulheres e homens, empenhados e capacitados para uma mudança ansiada por todos. Sou independente, numa candidatura independente. A decisão de me apresentar a votos perante os felgueirenses surge pelo contacto diário com os cidadãos deste concelho que me transmitem a necessidade de uma transformação política e social, que eleve Felgueiras ao patamar onde merece e pode estar. As mesmas pessoas que me incentivam que é possível acreditar num novo modelo de gestão municipal, que acreditam em mim, nas ideias e num projeto de modernidade. Sou independente, sem dependências partidárias.”
Toda a gente conhece a minha
orientação partidária, mas faço votos para que o Nuno consiga reunir
as condições de candidatura e se apresente a eleições como independente e sem
dependências partidárias. Só assim veremos se o que os eleitores pretendem é
mesmo este tipo de independência e não a encapotada como no Porto.
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11.5.16
O que vai escolher?
E estamos nós perante o
velho dilema do copo. Este está meio cheio ou meio vazio? Teríamos a abordagem
filosófica do otimismo, do pensamento de Leibniz, de Voltaire ou abordagem
psicológica associada à auto-estima?
Confesso que não consigo
enquadrar aqueles que, teimosamente - porque não acredito que alguém seja
sempre pessimista sem ir ao médico – conseguem ver o dark side de tudo o que se passa no concelho. Vem isto a propósito
do alvoroço criado em torno do estudo “Portugal City Brand
Ranking” da Bloom Consulting que, resumidamente, faz um ranking
das “marcas” das cidades portuguesas, baseado em pesquisas on-line, captadas
por uma ferramenta “Digital Demand D2” que pesca as buscas efetuadas nas áreas
de Negócios, Visitar e Viver, dos 308 municípios nas redes sociais. A esta
informação juntam uns índices estatísticos e aí temos os resultados.
As hordas dos pessimistas
animaram (mesmo que pareça um contrassenso) quando leram que Felgueiras tinha
perdido, por comparação com outros concelhos, nas áreas de Negócios e Visitar.
O ranking de negócios é
baseado nas empresas, crescimento empresarial e emprego. Não é conhecido o
número de pesquisas nas redes sociais utilizadas para aferir o lugar do
concelho de Felgueiras, mas os felgueirenses sabem que o ano de 2015 foi pior
que o de 2014 no que diz respeito à atividade empresarial, ao crescimento da
nossa indústria do calçado, e que temos uma das mais baixas taxas de desemprego
do país. Também sabem que o executivo PSD tudo tem feito para promover e ajudar
a promover, quer com iniciativas locais ou internacionais, o tecido empresarial
felgueirense, não apenas do calçado, mas da gastronomia e doçaria, vinhos e
kiwis. Ouvem-se os pessimistas dizer, com razão e lógica, nos melhores
momentos, que o mérito do sucesso é dos empresários e não por intervenção
política. Assim o é, não o sendo também quando as coisas correm menos bem. É
que para lá de todo o esforço dos empresários e da ajuda que a autarquia possa
dar, há aquilo a que os economistas chamam de Mercado, com um eme grande e
tudo, que não é mais do que um mercado das hortaliças onde todos vamos mas só
compra quem tem dinheiro ou crédito e, neste momento, os mercados de exportação
habituais mostram sinais de retração. E contra isto, não há pessimista que
aguente uma boa partilha no facebook a dizer que isto está mau.
O ranking Visitar é baseado
no número de dormidas, capacidade hoteleira e taxa de ocupação. Apesar de eu
ter quase a certeza que a maioria dos felgueirenses dorme bem, com exceção dos
pessimistas - porque no dia seguinte têm que se queixar de algo – e dos
caloiros da ESTGF, é um facto conhecido, há longos anos, que não temos unidades
hoteleiras que gerariam dormidas e aumentava a taxa de ocupação, vejam lá!
Simples, não? Pena é não termos hóteis, nem sequer móteis, para fazer subir
Felgueiras no ranking a visitar.
O terceiro e último
indicador é o Viver, baseado na “população, taxa de desemprego, criminalidade,
poder de compra, ensino superior, saúde, etc.” É do conhecimento público que
felgueiras aumentou a sua população e eleitores e, é uma fatalidade, o número
de pessimistas não convictos, estirpe pior que os convictos que pelo menos
sabem o que são. A taxa de desemprego, como já referi, é das mais baixas do
país, não há criminalidade violenta, o índice de poder de compra de Felgueiras
aumentou, segundo o INE, vertiginosamente – o último pessimista convicto que
ainda lia a crónica, desistiu agora. O ensino superior não podia estar melhor
com o reforço e afirmação da ESTGF, no panorama do Instituto Politécnico do
Porto mas também na região, fruto do excelente trabalho que tem vindo a ser
exercido pela sua presidente Doutora Dorabela Gamboa, e com algum contributo da
autarquia com as parcerias e trabalho de bastidores que tem vindo a ser feito.
Mais do que otimistas e
pessimistas, o que Felgueiras precisa é de gente orgulhosa da sua terra,
independentemente do que se fez ou não, gente que demonstre esse orgulho
através de contributos válidos, plausíveis, exequíveis. Que defenda Felgueiras
como o seu clube de futebol, independentemente deste jogar melhor ou pior. Faça a sua escolha.[Expresso de Felgueiras, 24 abr]
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10.8.15
Urbanismo
Urbanismo, “conjunto das
questões relativas à arte de edificar uma cidade” (Priberam, dicionário online, 21/7/2015). Desde logo a definição de
urbanismo nos transpõe para a arte de edificar, sendo que entendo a Arte como
algo de livre, liberdade de criar, liberdade de expressão. Se por um lado temos
essa liberdade de criação, porque de arte se trata, por outro, como todos
sabemos, embora alguns prefiram ignorar, existem inúmeras regras e vejam só,
até existe legislação que estabelece limites à arte de edificar! Sacrilégio dos
sacrilégios… a limitação à liberdade de criação!
Mesmo assim, com todos os
condicionalismos que foram surgindo à capacidade de edificação como a RAN, REN,
POOC, - a legislação é vasta - os abusos e facilitismos estão por todo o lado.
O concelho de Felgueiras não foi exceção e os abusos e falta de “arte de
edificar uma cidade” está patente aos olhos de todos os felgueirenses. Os
últimos vinte e cinco anos foram desperdiçados, deitados fora, quando estava
tudo por fazer. É o mesmo que dizer que um pintor têm uma tela em branco, sem
condicionalismos nem obrigação de tema, e decide misturar o cubismo com o
renascentismo no mesmo espaço, sem orientação nem saber o que fazer daquela
tela.
São inúmeros os casos de
edificações, urbanizações, loteamentos, sem qualquer coerência ou pensamento de
como “edificar uma cidade”. São aqueles que têm origem nos mesmos gabinetes de
engenharia, de arquitetura que antes de darem entrada já levavam a chancela de
aprovados. São os que estando meses e meses num gabinete à espera de aprovação,
se mudassem de gabinete de engenharia eram colocados na pilha de cima. E assim
chegamos ao que temos. Na tela branca foram desenhadas avenidas que afunilam,
com passeios estreitos, ocupados por árvores cujas raízes impedem um pai de
empurrar um carrinho de bebé, ou uma cadeira de rodas passar. São tão estreitos
que locais há onde no inverno não se passa com o guarda-chuva entre a árvore e
o muro que limita a habitação. E estamos a falar numa cidade “nova”, numa tela
branca que alguém decidiu borrar – também há quem goste de um jato de tinta num
pano e lhe chame Arte.
Hoje em dia, com a mudança
de executivo, vemos uma muito maior preocupação com essa questão da “arte de
edificar uma cidade”. Vemos a criação pouco a pouco – não se consegue refazer
em seis anos o que se destruiu em vinte e cinco – de espaços dedicados a áreas
específicas como o “quarteirão” das artes, que engloba a Casa das Artes, a Casa
das Torres e brevemente a antiga Escola nº1 de Felgueiras que irá ser
requalificada, onde várias gerações aprenderam a ler e escrever. O novo projeto
de ter no mesmo local as novas instalações da ESTGF e EPF criando um
“quarteirão” do conhecimento. Este tipo de estratégia tem enormes vantagens ao
concentrar no mesmo local o mesmo tipo de edifícios com necessidades comuns que
podem ser partilhadas e rentabilizadas de uma forma que se estivessem espalhadas
pela cidade não seriam.
Mas também há um muito maior
rigor pelas regras e leis que tutelam o Urbanismo. Claro que para quem cumpre
não há problemas, mas para aqueles que estavam habituados ao facilitismo, ao
fechar os olhos, ao velho jeitinho que o amigo do amigo pode fazer, as coisas
ficaram mais complicadas. Ao bom jeito de um cada vez menor grupo de pessoas,
foi mais fácil colocarem o problema na pessoa que aprova, do que tentarem
cumprir a lei e instruírem bem os processos. É sempre mais atraente o
facilitismo do que o cumprimento de regras, é sempre mais fácil tentar
denegrir, criar boatos, tentar tirar o obstáculo do caminho do que melhorar e
contribuir para a “arte de edificar uma cidade”. Mas tiveram azar ao partirem
de uma premissa errada. Nem toda a gente funciona como eles.
* Expresso de Felgueiras, Ed. 155
* Expresso de Felgueiras, Ed. 155
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25.3.15
Coesão Territorial
"Todos defendem a coesão
territorial, mas quando chega a hora de a promover existe sempre quem utilize
bons argumentos para achar que este não é o momento, esta não é a opção”,
afirmou um membro do governo a propósito da reforma da política da água. Se sou,
por princípio, favorável à ideia da coesão territorial, por outro, porque se
trata de uma injustiça no caso específico da água e de ser sobre Felgueiras,
discordo completamente.
O Município de Felgueiras
aderiu às Águas do Douro e Paiva em 1996, por um período de 30 anos que termina
em 2026. Tal adesão obedeceu aos requisitos legais – aprovação em reunião da
Autarquia e Assembleia Municipal. Aquilo que se pretende agora é que através de
um decreto-lei, e na defesa da “coesão territorial”, se ultrapasse a forma mais
“exigente” de aprovação das participações das autarquias nas empresas,
levantando até questões quanto à sua eventual inconstitucionalidade e que
“todos” paguem o mesmo. Tal questão é tão mais grave pelo simples facto de, no
caso de Felgueiras, os seus munícipes poderem ver a água aumentar cerca de 40%
tudo em nome de uma “coesão territorial” que exclui a EPAL responsável pela
gestão das águas do município de Lisboa, facto desde logo incompreensível. Mas
não se pense que a questão fica apenas circunscrita a Felgueiras. Todos os
municípios do Tâmega e Sousa e do Porto, vão ser afetados com esta subida do
valor das águas.
Inácio Ribeiro, presidente
da autarquia felgueirense foi o primeiro a chamar à atenção para o problema,
tendo conversado com todos os presidentes de câmara da zona do Tâmega e Sousa e
com o presidente da área metropolitana do Porto, que manifestaram o acordo com
a posição deste. Para além da questão do cumprimento do contrato celebrado com
as Águas do Douro e Paiva que termina em 2026, há a questão Constitucional da
violação da forma de aprovação de novo contrato – a Constituição prevê a
autonomia das autarquias nesta matéria. Para além do já referido, Inácio
Ribeiro chama a atenção para um facto não menos importante. É que “as Águas do
Douro e Paiva é o único modelo de gestão de águas do país que dá resultados
positivos”. Há a necessidade de replicar este modelo para as outras empresas,
não contra a coesão territorial que é necessária, mas por isso mesmo aproveitar
o que de melhor é feito e não “contaminar” com os maus exemplos do resto do
país as empresas e municípios que pretendem custos mais baixos para bens tão
essenciais como a água.
Foi pena não termos visto a
oposição na Assembleia Municipal juntar-se a esta reivindicação, optando por
pequenas questiúnculas. Não sei se foi por esquecimento ou se por o município
de Lisboa ter ficado fora desta alteração, e o seu presidente de câmara António
Costa ser o candidato do PS às legislativas. É que convém não criar muitas
ondas a António Costa, o tsunami podia atingir a sede socialista de Felgueiras.
* Crónica de opinião, Edição 151 do Expresso de Felgueiras
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7.4.14
Um Foral novo e um concelho renovado
Este ano o concelho de
Felgueiras celebra os seus quinhentos anos de Foral. Foi a 15 de outubro de
1514 que o Rei D. Manuel outorgou o nosso Foral Novo, fruto de uma reforma de
todos os Forais existentes – conhecida como Leitura Nova – que começou a ser
feita em 1496 e durou pelo menos vinte e cinco anos. Naquela altura foi uma
profunda renovação das regras jurídicas, económicas, de gestão das terras, dos
impostos que foram impostas aos municípios. Hoje, como naquele tempo, também
nos foram impostas novas regras administrativas não por Foral – que deixou de
ter valor jurídico – mas por lei.
A reforma administrativa a
que os concelhos tiveram que obedecer, fruto do acordo de princípios assinado
pelo governo socialista e a troika, e depois concluída pelo atual governo
social democrata, está longe de ser a ideal, mas no que toca a Felgueiras não
tem causado grandes transtornos ou incómodos. Desde logo porque a grande
maioria das uniões de freguesias optou por, corretamente, manter as sedes das
antigas freguesias abertas, em período mais ou menos equivalente ao anterior,
permitindo que as populações possam tratar dos seus assuntos sem transtornos de
maior. Aquilo que alguns quiseram usar durante a campanha, veio-se a mostrar
falso e, pior, demonstrador da falta de soluções de alternativa.
Falta de soluções de
alternativa, e até mesmo falta do que “dizer mal”, está a oposição que nem no
executivo, nem mesmo na Assembleia Municipal, apresentam o que quer que seja se
retirarmos, claro, os fait divers e “bocas” habituais que prometiam os atuais
membros da A.M. do PS terem acabado com a liderança de Inácio Lemos. Mas, longe
de tudo isso, a autarquia continua a desenvolver um bom trabalho com todas as
juntas de freguesia, tendo assinado recentemente os protocolos que permitem
transferir meio milhão de euros, para as obras protocoladas com as juntas. Um
dos valores mais elevados de sempre.
Mas falemos de mais coisas positivas,
como o excelente programa que a autarquia tem para celebrar os quinhentos anos
do Foral concelhio. Serão inúmeras atividades culturais, recreativas,
desportivas, festivais gastronómicos todos em volta do tema do redondo aniversário
do Foral, que vão continuar a elevar a terra de Felgueiras ao nível que já
merecia estar há muito tempo. A praça Dr. Machado de Matos será um dos inúmeros
palcos das festividades, dignificando o nome da personagem concelhia do partido
socialista que durante anos e anos esteve ao abandono, mas que agora,
felizmente, o PS concelhio quis recordar e homenagear. Já era hora.
Com esta edição o Expresso
de Felgueiras comemora oito anos de existência. Foram anos de luta e
resistência a todo o tipo de interesses em prole de uma informação o mais
isenta possível. Parabéns a toda a equipa pelo trabalho desenvolvido em prole
do concelho.
Expresso de Felgueiras, 7 abr'14
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10.5.13
Expliquem lá
Começou por ser uma
candidatura apresentada há um ano, sob o lema “Felgueiras merece mais e
melhor”. O CDS-PP Felgueiras, durante meses e meses, abordou pessoas de todos
os quadrantes políticos. Desde o PS “oficial” e “não oficial” que existem, até
ao PSD, várias individualidades foram abordadas com a promessa de um projeto
“único”, “vencedor” e sem qualquer possibilidade de falhar. O parceiro de
coligação do PSD nas últimas eleições autárquicas não se inibiu de durante
grande parte do mandato denegrir, alterar a verdade, tudo na surdina, no passa
palavra, no “diz que disse”.
Durante todo este tempo, não
se viu uma alternativa às situações que criticavam (também nunca se percebeu
muito bem quais eram) nunca se mostraram com soluções, como fariam de forma
diferente. Limitavam-se, assim, a bramir a lança, quais D. Quixotes contra os
moinhos de vento. Demarcaram-se da coligação sem nunca terem oficialmente
rompido, mas desdobraram-se numa boa campanha de comunicação, com apresentação
do candidato, companheiro regular nestas colunas de opinião, trazendo sangue
novo para a candidatura, anúncios de trabalho já feito nas freguesias, um sem
número de jovens militantes para o partido que disseram não se reverem no
passado de Felgueiras. Para culminar, foi agendada a apresentação oficial do
candidato, Luís Miguel Nogueira, com a presença de vários dirigentes nacionais
do CDS-PP... que foi cancelada a pouquíssimos dias da sua realização.
Até agora nada foi
explicado, não foi comunicado o motivo da alteração, nem no blogue da
candidatura, que está parado apenas com a mensagem inicial do candidato, nem na
página do facebook. Mas isto oficialmente, porque a versão não oficial é que o
CDS-PP entendeu encontrar uma candidata mais forte. Assim, de um momento para o
outro, surge o nome de Fátima Felgueiras como candidata independente mais com o
apoio do CDS-PP Felgueiras. Primeiro Fátima Felgueiras presta declarações
dizendo que foi convidada pelo PS para ser candidata à Assembleia Municipal,
mas que terá recusado por não se rever na atual liderança e rumo dos
socialistas felgueirenses. Facto prontamente desmentido por Eduardo Bragança,
líder do PS Felgueiras, dizendo que nunca terá convidado Fátima Felgueiras.
Claro que se foi verdade, teria que o desmentir nunca admitindo que recebeu um
não. Mas se foi verdade ou não, pouco importa, porque o verdadeiro objetivo de
Fátima Felgueiras foi dizer que está presente, não se revê no rumo do partido
socialista, mas que não abdica da sua herança ideológica, mostrando-se igualmente
disponível para o combate político. Terá o CDS mordido o isco e embarcado numa
perigosa aventura política?
Como vai o CDS-PP explicar a
todos aqueles a quem alimentou esperança ao longo deste tempo, que deixou cair
por terra as críticas do passado, e apoiar agora Fátima Felgueiras? Como vai o
CDS explicar a todos os putativos candidatos às juntas de freguesia, aos seus
jovens que não se reviam no passado de Felgueiras, que, a troco de uma ambição
política desmedida de alguns dos seus líderes vão ter que abdicar dos seus
valores e participar numa campanha que apoia uma pessoa que apenas há uns anos
atrás combateram e derrotaram em eleições com o seu parceiro de coligação? Como
vão explicar isto?
Expresso de Felgueiras, 10 mai'13
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