9.6.07
6.1.07
Contributo Nacional

Para ajudar a Dra. Ana Gomes na sua senda pela descoberta da verdade sobre os voos da CIA, um pequeno contributo. Descobri esta moça agrilhoada e com aspecto estranho. Será…?
22.12.06
30.11.06
José *
José era um daqueles colegas terrivelmente malandros. Malandro é, aliás, um termo brando para as tropelias que fazia metendo a turma toda em problemas. Todos nós com 10 anos, a estudarmos no quinto ano, nas antigas instalações do «ciclo» - onde hoje funciona o BCP – tínhamos o sangue a fervilhar de aventuras. As «aventuras dos cinco» serviam de inspiração para aquilo que já não conseguíamos mais inventar. José, sempre reguila apontava o caminho e todos seguíamos, fosse qual fosse a traquinice. Fosse também qual fosse o resultado o castigo era certo. E aí, José era sempre o primeiro a alinhar e todos nós atrás. Mesmo que não fosse culpa dele, ele assumia com o resto do grupo, sempre solidário, sempre corajoso. Daí que tenha ficado sempre na minha memória. Passaram alguns anos desde então.
Estava eu a sair de um supermercado, quando sou abordado por um vulto, quase uma sombra de um ser humano, cadavérico e triste. Uns olhos enormes saíam quase das orbitas de tão magro que estava. Dirigiu-se a mim e disse: «meu senhor não me dá uma moedinha?», gelei. Era o José, nem me reconhecia, nem se lembrava de mim. Tratou-me sempre por «senhor», apenas a moeda interessava na angústia de obter o dinheiro para a dose seguinte. Lembrei-me de imediato daquele miúdo traquina que encarava os castigos de peito aberto, corajoso. O que foi feita dessa coragem? Não sei quanto tempo estive sem conseguir dizer algo, apenas com aquelas lembranças, até que lhe perguntei se não se lembrava de mim, disse que não, apenas queria a moeda. Não lhe dei, recusei-me a contribuir para a degradação, para a morte. Sei que outro deu e a dose seguinte estava garantida, nunca mais se lembrou de mim e eu nunca mais esqueci aquela imagem. Passaram mais dois anos, deixei de o ver.Hoje, ao estacionar o carro vi-o. Está a trabalhar como jardineiro, limpava as folhas caídas do Outono, do jardim. Deixei-me ficar por uns momentos dentro do carro a observar. Esta muito melhor, fruto, talvez de alguma desintoxicação. Mais gordo, o cabelo cortado como sempre teve, devolveu-lhe o ar de traquina. Lembrei de novo o episódio onde para proteger uma colega de turma abriu a cabeça ao atacante entregando-se de seguida. Nunca fugia. Acho que também agora não fugiu, enfrentou a toxicodependência de frente e aí está. Eu não tive coragem de ir ter com ele, felicitá-lo por aquela vitória, mas vou-me lembrar sempre dele. Coragem José!
Estava eu a sair de um supermercado, quando sou abordado por um vulto, quase uma sombra de um ser humano, cadavérico e triste. Uns olhos enormes saíam quase das orbitas de tão magro que estava. Dirigiu-se a mim e disse: «meu senhor não me dá uma moedinha?», gelei. Era o José, nem me reconhecia, nem se lembrava de mim. Tratou-me sempre por «senhor», apenas a moeda interessava na angústia de obter o dinheiro para a dose seguinte. Lembrei-me de imediato daquele miúdo traquina que encarava os castigos de peito aberto, corajoso. O que foi feita dessa coragem? Não sei quanto tempo estive sem conseguir dizer algo, apenas com aquelas lembranças, até que lhe perguntei se não se lembrava de mim, disse que não, apenas queria a moeda. Não lhe dei, recusei-me a contribuir para a degradação, para a morte. Sei que outro deu e a dose seguinte estava garantida, nunca mais se lembrou de mim e eu nunca mais esqueci aquela imagem. Passaram mais dois anos, deixei de o ver.Hoje, ao estacionar o carro vi-o. Está a trabalhar como jardineiro, limpava as folhas caídas do Outono, do jardim. Deixei-me ficar por uns momentos dentro do carro a observar. Esta muito melhor, fruto, talvez de alguma desintoxicação. Mais gordo, o cabelo cortado como sempre teve, devolveu-lhe o ar de traquina. Lembrei de novo o episódio onde para proteger uma colega de turma abriu a cabeça ao atacante entregando-se de seguida. Nunca fugia. Acho que também agora não fugiu, enfrentou a toxicodependência de frente e aí está. Eu não tive coragem de ir ter com ele, felicitá-lo por aquela vitória, mas vou-me lembrar sempre dele. Coragem José!
[in Expresso de Felgueiras 24 Nov´06]
1.10.06
Agora, até no xadrez!

Está a decorrer, em Elista, mais um Campeonato do Mundo de Xadrez, entre Topalov e Kramnik. Tudo bem não fosse o facto de Kramnik usar muitas vezes a casa de banho e a equipa do seu adversário contestar o facto, acusando Kramnik de estará usar meios «informáticos» ilegais para consulta. Daí até à confusão foi só um passinho.
11.9.06
9 / 11

© Fotografia de Richard Drew / AP
De todas as imagens que vi sobre o 11 de Setembro de 2001 esta é aquela que me faz ficar com os olhos em lágrimas. Para que nunca se esqueça.
10.9.06
Avante FARC! Viva PCP!
A presença de um grupo terrorista, num stand de recrutamento na festa do Avante, do PC português, tem levantado um enorme coro de protestos e um embaraço diplomático ao Governo português. É apenas mais uma do PCP. Depois dos apoios a regimes totalitários, comunistas claro, só faltava o apoio a comunistas terroristas.
1.9.06
E se fosse um autarca do PS?
A propósito deste artigo de opinião de Jorge Coelho no DE, lembrei-me que em 2002 defendeu exactamente o contrário no caso Fátima Felgueiras.
30.8.06
A Ler

«Fornicações», «crítica literária» de João Gonçalves.
«O carteiro não tem culpa» de Alberto Gonçalves no CM.
29.8.06
Pontualidade
A pontualidade, ou melhor, a falta desta, é uma característica cultural dos portugueses. Nem todos são assim, mas para que se estude melhor este fenómeno a AESE em colaboração com o Diário Económico estão a divulgar um questionário com vista e perceber melhor porque não chegamos a tempo. Preencha e divulgue. 26.8.06
Cada cabeça sua sentença
E em cada Distrital do PSD uma postura diferente. No caso de Setúbal, a Distrital é da opinião que face à renúncia do comunista Carlos Sousa não deve pedir eleições antecipadas. Já no caso da do Porto, e reportando ao caso da «fuga/exílio» de Fátima Felgueiras em 2002, pressionou os vereadores sociais-democratas (e os que vinham na lista a seguir, onde eu me incluía) a apresentarem a renúncia, como forma de fazer cair a autarquia, apesar de ter quatro vereadores em sete. Como se estava à espera, os vereadores socialistas não apresentaram a demissão e o PSD ficou sem vereadores (e sem uma área essencial à oposição) durante três anos.
25.8.06
Morte & Striptease
[ler mais]«(...) o espectáculo tinha como função atrair o maior número de pessoas ao funeral, porque existe a crença de que quantas mais pessoas assistirem às cerimónias fúnebres maior é a honra prestada.»
23.8.06
Intervenção Estatal
A propósito da crítica de Cintra Torres, no Público, sobre o Governo e a RTP com fogo pelo meio.
A frase chave é esta:
E para saber mais:
No Abrupto, Causa-Nossa, Bloguítica, Portugal dos Pequeninos,
A frase chave é esta:
«as informações de que disponho indicam que o gabinete do primeiro-ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates».
E para saber mais:
No Abrupto, Causa-Nossa, Bloguítica, Portugal dos Pequeninos,
[a actualizar]
22.8.06
20.7.06
13.7.06
11.7.06
7.7.06
...
Assim sem dar conta, tal como um conta quilómetros nesta estrada da vida, o contador deste meu semi-abandonado blogue passou as 20.000 visitas. Coisa de pouca monta, eu sei, comparado com outros que por aí andam. Mas os outros não têm os visitantes que eu tenho, amigos fieis de algumas palavras, concordantes, embora eu goste mais que discordem. Sei que hoje os que por aqui passam são muito menos, tal como as postas que por aqui vão. Não sei se darei tempo ao contador para outros 20.000, tal como pelo mesmo motivo não sei se a vida me dará tempo a mim, mas…
A estrada que me trouxe será a que me leva?
A estrada que me trouxe será a que me leva?
5.7.06
Recomeço
Devido a alguns problemas que o sistema de comentários Haloscan tem vindo a manifestar, decidi regressar ao do blogger, com a consequente perda dos outros. Esta é apenas uma das várias alterações que tenho previstas para este blogue. Outras mais se seguirão.
23.6.06
19.6.06
17.6.06
TeKParty
No próximo dia 23 de Junho, estarei na TekParty organizada pela Escola Profissional de Felgueiras e pela Câmara Municipal de Felgueiras, num workshop intitulado «Eu blogo, e tu?» sobre Blogues. A minha apresentação será sobre os blogues de Felgueiras.9.6.06
A Ler

Ainda sobre a questão das quotas femininas.
«Quotas para que te quero?» por Maria José Nogueira Pinto no DN.
«Lá se vai a "Lei do Terço..."» por Mário Contumélias no JN.
4.6.06
É ela
Ela é uma mulher fantástica. Daquelas mulheres cuja família se reúne à volta ouvindo, como se fosse a primeira vez, aquela velha estória que já contou dezenas de vezes e com uma imensa satisfação. Aquela mulher tem o corpo velho. As doenças que já são tantas, as crises no hospital, as consultas apenas para que o médico passe a receita dos inúmeros comprimidos que toma sem se enganar, apesar de não saber ler. Aquela mulher, velha e doente, tem uma cabeça sã, melhor que a minha, e uma boa disposição contagiante. Quando lhe ligo, atende o telemóvel com um «estou?» doce e simpático como só ela sabe fazer, reconhecendo-me a voz ao fim de uma só palavra. Nos dias em que parece que tudo corre mal, uma conversa com ela faz milagres. Afinal a vida não é assim tão má. Ela, aquela velha doente, é uma Mulher que faz hoje 95 anos. E essa Mulher é minha avó.
24.5.06
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